Resisti por resistir, por vontade de viver um pouco mais e apenas isso. Não houve epifania, entrega, súplica ou qualquer tipo de consolo. Silêncio e medo, como companheiras, e a teimosia, claudicante, única.
Mirando o espelho, vejo, aterrado, a minha deterioração. Vislumbro, então, o esboço de um futuro pouco promissor e, quase instintivamente, percorro o passado em busca de algo mais acolhedor. Regresso ao momento em que julguei ter finalmente me encontrado diante de uma pessoa que, naquela época, me era muito querida. Sussurro: “Fique comigo, não me abandone.” Mas tudo agora se encontra envolto nas brumas do tempo.
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