Teimosia
Resisti por resistir, por vontade de viver um pouco mais e apenas isso. Não houve epifania, entrega, súplica ou qualquer tipo de consolo. Silêncio e medo, como companheiras, e a teimosia, claudicante, única.
O que nasce, o que medra, o que fenece;
tudo está circunscrito no tempo,
tudo é frágil, limitado, efêmero.
Estações que se sucedem;
precipícios que se avizinham.
O medo da aniquilação, do regresso ao nada,
intensifica os prazeres do agora.
Na natureza selvagem, junto com outros animais,
o animal homem constrói seu refúgio,
cria seu próprio mundo e inventa outras tantas possibilidades.
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