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Imperativo

Tudo o que eu quero é me dispersar pela vastidão do tempo e do fenecer; como nuvem, sem forma, estar acima, à deriva, e, embaixo, em cada gesto; despejar-me pelos telhados carcomidos, escorrer pelas sarjetas e bueiros e infiltrar o solo áspero, duro, insensível, até desaparecer.

Evanescente

O que nasce, o que medra, o que fenece;

tudo está circunscrito no tempo,

tudo é frágil, limitado, efêmero.

Estações que se sucedem;

precipícios que se avizinham.

O medo da aniquilação, do regresso ao nada,

intensifica os prazeres do agora.

Na natureza selvagem, junto com outros animais,

o animal homem constrói seu refúgio,

cria seu próprio mundo e inventa outras tantas possibilidades.


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