Teimosia
Resisti por resistir, por vontade de viver um pouco mais e apenas isso. Não houve epifania, entrega, súplica ou qualquer tipo de consolo. Silêncio e medo, como companheiras, e a teimosia, claudicante, única.
Um pensamento atrás do outro:
trabalho, família, obrigações, vontades, obsessões.
Um sentimento de estar perdido em meio a um caos de alucinantes reverberações racionais;
um desejo de pôr em ordem todas as coisas, de fazer do mundo um fiel autorretrato.
E eis que tropeço (por insistência) em uma pedra psicodélica, caindo no vazio obliterante da existência.
Percebo, pois, que uso muitas palavras, muitos adjetivos, que penso demais.
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