Resisti por resistir, por vontade de viver um pouco mais e apenas isso. Não houve epifania, entrega, súplica ou qualquer tipo de consolo. Silêncio e medo, como companheiras, e a teimosia, claudicante, única.
Num rio que corre ao luar, uma canção que jamais será ouvida. Quando fecho os olhos, iridescentes devaneios colorem toda a gris existência. O condor voa acima dos ciprestes, vales e montanhas, perpassa com leveza o que antes era sofrimento e morte. Reescrevo os próximos capítulos, desfaço a hermenêutica vigente e me descalço para seguir em frente. Na dourada estrada de tijolos esquecidos, entrevejo amor, miséria sangue e pranto.
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