No universo conhecido, e além
Nada tenho que realmente me pertença.
Achei, um dia, que nos pertencíamos, inseparáveis,
como um sistema binário em uma eterna dança gravitacional.
O átomo da vida manterá a sua majestosa integridade, eu pensava;
oh, fissão de minhas etéreas certezas.
Dúvidas, dúvidas e dívidas foram o que me restaram…
Na nuvem de gás e poeira que me habita,
sentimentos não revelados e verdades nunca ditas.
— inércia —
zero absoluto
Talvez nas luas de Saturno,
quem sabe para além da nuvem de Oort,
uma supernova,
trazendo a vida por meio da morte,
nos revele o até então desconhecido óbvio.

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