Caminho para lugar nenhum Um olhar vazio, distante Você nunca está lá Os salões cheios de passageira esperança Festiva loucura que não termina A angústia como uma lâmina afiada Quinquilharias que junto pouco a pouco Triste, pálido (e contínuo) dia de inverno O grito não sai O odor permanece Só agora começo a entender a sua doce insensibilidade.
Autor: Fulvio Denofre