Desencanto
Caminho para lugar nenhum
Um olhar vazio distante
Você nunca está lá
Os salões cheios de passageira esperança
Festiva loucura que não termina
A angústia como uma lâmina afiada
Quinquilharias que junto pouco a pouco
Triste, pálido (e contínuo) dia de inverno
O grito não sai
O odor permanece
Só agora começo a entender a sua doce insensibilidade.
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| Barcos de pesca no mar (1888), Vincent van Gogh |

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