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Entre poemas e cafés

Alguns poemas não amadurecem no papel: resistem. Alguns cafés só se tornam o que são por escolha. Entre uma xícara e outra, entre o rascunho e a versão definitiva, algo repousa, decanta, perde corpo, ganha aroma — fruto do tempo acumulado, do lento devaneio e de escassas garantias. Um grão agridoce torrado e moído, um verso limado e medido, uma vida coada e revista. O manuscrito incompleto, o café já frio e algo que não se explica.

Sem sinal

Desconectado, fora de área, sem serviço…
Na noite, incomunicável,
ouço apenas silêncio, dor e pranto.
Você não está mais aqui.
Na verdade, quase todos já foram embora.
E, por incrível que pareça, o desespero ainda não tomou conta de mim.
Não vivo uma vida cor-de-rosa,
não fico cantarolando canções de amor e ódio,
mas nem por isso desmereço o pouco que tenho;
há certas coisas que não eram mesmo para ser.
Bem, sei lá.
Tento mais uma vez ligar pra você,
mandar uma mensagem,
um áudio...
(Sim, eu sei: Pura incongruência!)
E continuo desconectado, fora de área, sem serviço…




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