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Pedestal

Forjada no olhar, do querer impaciente: estátua de mármore, fria, dura, gente. Moldada pra durar, pra caber no sonho, no desejo de alguém. Sem nome, sem lugar, apenas serva das vontades. Um riacho sereno, flores ao redor de tanta incompreensão, do férreo escrutínio alheio. E o tempo, imperioso, faz da matéria inerte corpo consciente, e da água contida, vida sem corrente. Não há mais represas ou moldes, altares, pedestais ou roteiros. Só o mover-se, contínuo, livre, sem medo.

Maternidade

Bento e abençoado seja o fruto do seu ventre. Materno — e eterno — é a vontade de fazer deste pequeno um mundo formado por um mosaico de memórias passadas e futuras, por cheiros e choros, brincadeiras e descobertas. Longa espera, semana após semana, que logo chegará ao fim. Fim que será começo; eis a renovação da vida, pacote completo de alegrias, anseios e expectativas, tudo envolto na delicadeza de um amor incomparável. Novas preocupações, definitivamente um outro momento; canções de ninar, primeiros passos, vida e celebração.




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