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Imperativo

Tudo o que eu quero é me dispersar pela vastidão do tempo e do fenecer; como nuvem, sem forma, estar acima, à deriva, e, embaixo, em cada gesto; despejar-me pelos telhados carcomidos, escorrer pelas sarjetas e bueiros e infiltrar o solo áspero, duro, insensível, até desaparecer.

Arraigado querer

Quero hoje aquilo que pensei não querer mais. E já não quero o que por tanto tempo almejei. Quero ser mais do que pó, quero viver bem os anos que me restam para que, ao olhar para trás, não haja arrependimentos. Quero, de forma simples, apenas o que me é permitido querer, pois há tanta coisa fora do meu alcance. Na verdade, quase nada depende de mim. Vamos, então, tomar um café?




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