Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

Entre poemas e cafés

Alguns poemas não amadurecem no papel: resistem. Alguns cafés só se tornam o que são por escolha. Entre uma xícara e outra, entre o rascunho e a versão definitiva, algo repousa, decanta, perde corpo, ganha aroma — fruto do tempo acumulado, do lento devaneio e de escassas garantias. Um grão agridoce torrado e moído, um verso limado e medido, uma vida coada e revista. O manuscrito incompleto, o café já frio e algo que não se explica.

Estado de arrefecimento

Uma agonia excruciante invade o meu ser;
sinto em mim os estertores da derradeira ilusão.
Faz um silêncio absoluto, ensurdecedor.
Toda esperança agora possui uma aspecto natimorto;
nem sublimar o que quer seja eu consigo mais.
Vácuo... Frio... Esquecimento...
Transfiguração


Comentários

Compartilhe:

Sugestões para você

Carregando…