Amo sobretudo aquelas pessoas que possuem um espírito tão atormentado quanto o meu. Vejo nelas, como num espelho, a exasperação contínua da angústia de se saber verdadeiramente incompleto e finito. Nada é mais cansativo e entediante do que a superficialidade de quem se acredita profundo, sensato e bondoso. O mundo é dos loucos e trôpegos — daqueles que, com passo cambiante e torto, convivem com cumes e abismos internos; só entre esses espíritos, que ousam ir além da dor, surgem autênticas reverberações.
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