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Entre poemas e cafés

Alguns poemas não amadurecem no papel: resistem. Alguns cafés só se tornam o que são por escolha. Entre uma xícara e outra, entre o rascunho e a versão definitiva, algo repousa, decanta, perde corpo, ganha aroma — fruto do tempo acumulado, do lento devaneio e de escassas garantias. Um grão agridoce torrado e moído, um verso limado e medido, uma vida coada e revista. O manuscrito incompleto, o café já frio e algo que não se explica.

Sentimento do Mundo

Encontrar-te-ei aonde quer que tu andes;
não quero ser como os outros,
quero ser J. Pinto Fernandes.
Mesmo sabendo que se trata apenas de uma rima,
que haverá sempre pedras no caminho,
que as luzes da festa logo se apagarão,
desejo arder intensamente pelo efêmero tempo que ainda nos resta.


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