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Entre poemas e cafés

Alguns poemas não amadurecem no papel: resistem. Alguns cafés só se tornam o que são por escolha. Entre uma xícara e outra, entre o rascunho e a versão definitiva, algo repousa, decanta, perde corpo, ganha aroma — fruto do tempo acumulado, do lento devaneio e de escassas garantias. Um grão agridoce torrado e moído, um verso limado e medido, uma vida coada e revista. O manuscrito incompleto, o café já frio e algo que não se explica.

Musa

Casta Diva, Sempre Libera, Lua Adversa...
És, a um só tempo, som e fúria,
luz e sombra, magnificência e amargura,
inspiração para luminosos e festivos dias,
terror e caos dependendo das circunstâncias.
Apesar de tudo, das dores, loucuras e tremores,
suplico-te:
– Oxigena-me a cada instante,
pois só assim a criação se torna possível,
só assim o dia tarda a se transmutar em noite.

Três Cárites (Graças)

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