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Imperativo

Tudo o que eu quero é me dispersar pela vastidão do tempo e do fenecer; como nuvem, sem forma, estar acima, à deriva, e, embaixo, em cada gesto; despejar-me pelos telhados carcomidos, escorrer pelas sarjetas e bueiros e infiltrar o solo áspero, duro, insensível, até desaparecer.

Voltar às coisas mesmas

Desafiar o canto da sereia do conformismo.
Ser aquilo que se é, e não aquilo que os outros gostariam que você fosse.
Viver no real, na concretude do cotidiano, por mais tedioso que ele possa, muitas vezes, ser.
Fugir de idealizações e abstrações que não nos levam a nada.
Olhar uma árvore e ver uma árvore.
Não ir além nem ficar aquém.
Despir-se de um eu velho e carcomido.
Mirar-se no espelho, sem medo.
Ver. Pensar. Ser.

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