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Ver demais

Veredas tropicais: palmeiras, samambaias, musgo delicado, esmeraldas e muita selva e seiva entre nós. Ver-te todo dia, ver-te nunca mais. Verdades escondidas, vertentes do querer. Veraneio, praia e sol. Um verdejar tardio: agitação sobre a copa das árvores, chuva intempestiva e o verde dos teus olhos ainda em mim.

Percepção

Eu sou um epicurista, hedonista, egoísta, materialista, niilista, cético e tudo o mais que você quiser. Não almejo grandes altitudes filosóficas, não busco a verdade, não me preocupo em ser mais virtuoso, quero apenas fruir. Sou pela negação dos grandes sistemas de pensamento, pela negação das grandes doutrinas teológicas e pela não aceitação de tudo aquilo que tenha um caráter pré-cozido. (Seria quase um solipsista, se isso fosse realmente possível.) Não tenho nem quero ter onde repousar a cabeça. Assim como não acredito em um mundo melhor, também não acredito em um homem melhor, um homem que supere a si mesmo. Sou extremamente cético quanto ao aprimoramento progressivo do ser; estamos em contínua mudança, é claro, mas nada nos indica que tal movimento siga rumo a algo mais edificante. Sei que a vida é um entreato, um breve e fugidio momento, delimitado por dois grandes abismos. Sigo, abujamramente, caminhando no incerto, nesta causa perdida, provocando e idolatrando a dúvida.

Nota: “abujamramente” é um neologismo em referência a Antônio Abujamra.

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