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Entre poemas e cafés

Alguns poemas não amadurecem no papel: resistem. Alguns cafés só se tornam o que são por escolha. Entre uma xícara e outra, entre o rascunho e a versão definitiva, algo repousa, decanta, perde corpo, ganha aroma — fruto do tempo acumulado, do lento devaneio e de escassas garantias. Um grão agridoce torrado e moído, um verso limado e medido, uma vida coada e revista. O manuscrito incompleto, o café já frio e algo que não se explica.

Alinhavando e tergiversando e seguindo a pulsão...

Não, não somos todos iguais, você queira ou não.
Oh, quanta chatice e atraso em uma única fórmula:
Fazer acontecer!
Tudo vira militância, tudo agora é motivo para mobilização.
Dizem sempre que o mundo precisa ser salvo...
– Quanta pretensão!

O mundo já existia antes de você,
e continuará existindo por muito tempo ainda, com ou sem você.
Não há nenhum problema em tentar melhorar o mundo,
o problema é você achar que tem a solução ideal para tudo.
Saia de casa, mas antes arrume o seu quarto, é claro,
e respire o ar da manhã.

O mundo está para além das ideologias.
Cultivemos, pois, o nosso jardim!



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