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Entre poemas e cafés

Alguns poemas não amadurecem no papel: resistem. Alguns cafés só se tornam o que são por escolha. Entre uma xícara e outra, entre o rascunho e a versão definitiva, algo repousa, decanta, perde corpo, ganha aroma — fruto do tempo acumulado, do lento devaneio e de escassas garantias. Um grão agridoce torrado e moído, um verso limado e medido, uma vida coada e revista. O manuscrito incompleto, o café já frio e algo que não se explica.

Portões do Céu

Em um campo de girassóis,
eu vejo fogo, unicórnios, guerra e morte;
vejo a minha casa e a minha sorte;
vejo você vindo ao meu encontro e depois desaparecendo.
Tudo o que eu preciso está ali.
Tudo o que quero e não quero também.
Um mar de insanidades e obscenidades,
um céu de prazeres e um inferno de loucuras.
Sinto que estou vivo, e meu coração bate descompassadamente.
Só peço que você, com ternura, sem pudor, fique aqui comigo um pouco mais.



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