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Imperativo

Tudo o que eu quero é me dispersar pela vastidão do tempo e do fenecer; como nuvem, sem forma, estar acima, à deriva, e, embaixo, em cada gesto; despejar-me pelos telhados carcomidos, escorrer pelas sarjetas e bueiros e infiltrar o solo áspero, duro, insensível, até desaparecer.

Vidas inexatas

O cadafalso à espreita
a busca por um sentido
viver é, antes de tudo, impreciso
uma ponte sobre o rio das lágrimas
um voo cego e cheio de vicissitudes
o tênue luzir da esperança
Torrentes de desejos versus o claustro da retidão
perpétua labuta para afastar a entropia
o vil desordenamento
o caos lento e inevitável.


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