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Presença

Ainda posso sentir na pele as suas palavras, o eco subterrâneo que me atravessou, passos apressados no horizonte. Horizonte indefinido, presença incorpórea, partículas de poeira na luz tênue da manhã. Amanhecer lento, desnudo e imperioso. Respiro fundo. Na superfície, as marcas. O contorno exato daquilo que não ficou.

A Busca

O horizonte além do horizonte;

busco aquilo que de mim se esconde.


Não há nada que eu não deseje,

mesmo que esteja longe,

mesmo que seja inalcançável.


Sei que sou um prisioneiro do Tempo,

um refém das adversidades,

mas algo me diz,

sussurrantemente,

que meus grilhões são apenas pretextos,

desculpas esfarrapadas para coisas que ainda não posso, e nem quero entender.


Por isso, faço barulho e falo amenidades,

mas, mesmo com tal falta de franqueza,

sigo a minha sina,

tendo um novo desejo a cada nova esquina.




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