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Entre poemas e cafés

Alguns poemas não amadurecem no papel: resistem. Alguns cafés só se tornam o que são por escolha. Entre uma xícara e outra, entre o rascunho e a versão definitiva, algo repousa, decanta, perde corpo, ganha aroma — fruto do tempo acumulado, do lento devaneio e de escassas garantias. Um grão agridoce torrado e moído, um verso limado e medido, uma vida coada e revista. O manuscrito incompleto, o café já frio e algo que não se explica.

A Busca

O horizonte além do horizonte;

busco aquilo que de mim se esconde.


Não há nada que eu não deseje,

mesmo que esteja longe,

mesmo que seja inalcançável.


Sei que sou um prisioneiro do Tempo,

um refém das adversidades,

mas algo me diz,

sussurrantemente,

que meus grilhões são apenas pretextos,

desculpas esfarrapadas para coisas que ainda não posso, e nem quero entender.


Por isso, faço barulho e falo amenidades,

mas, mesmo com tal falta de franqueza,

sigo a minha sina,

tendo um novo desejo a cada nova esquina.




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