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Pedestal

Forjada no olhar, do querer impaciente: estátua de mármore, fria, dura, gente. Moldada pra durar, pra caber no sonho, no desejo de alguém. Sem nome, sem lugar, apenas serva das vontades. Um riacho sereno, flores ao redor de tanta incompreensão, do férreo escrutínio alheio. E o tempo, imperioso, faz da matéria inerte corpo consciente, e da água contida, vida sem corrente. Não há mais represas ou moldes, altares, pedestais ou roteiros. Só o mover-se, contínuo, livre, sem medo.

Vislumbre

Só tive um vislumbre de você,
quando parei de pensar apenas em mim mesmo,
quando deixei que a vida me levasse por caminhos que antes nunca trilharia.

Sinto agora em meu peito uma afeição crescente, uma vontade louca de estar sempre ao seu lado e de me perder, de uma vez por todas, no oceano sem fim do desejo.

Não consigo colocar em palavras tudo aquilo que sinto,
mas o pouco que consigo pôr no papel me traz tanto alívio.

A sua ausência me corrói,
destrói, me tira o chão,
me faz em pedaços…
E a sua presença me faz existir,
resistir.

E tento, mais uma vez, compor um outro final feliz
para uma história ainda sem título,
para mais um romance de folhetim.



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