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Ígnea

Ígnea, era o seu nome. Nunca soube o porquê disso: não havia nela excesso, nem voz elevada, nem gestos. Cresceu no silêncio. Falava pouco, não por desdém, mas por cuidado. Diziam que era fria, quando, na verdade, era apenas alguém que se resguardava. Por fora, tudo era contido, ordenado, quase imóvel. Seu nome lhe parecia um erro, um equívoco sem graça, desses que ninguém mais corrige porque já passou tempo demais. Mas havia noites, raras, quase imperceptíveis, em que algo nela se movia. Um pensamento insistente, uma lembrança fugidia, um desejo sem forma. Nada que virasse incêndio. Apenas um brilho curto, íntimo, suficiente para lembrar que até a matéria mais quieta guarda, em segredo, o seu fogo.

Novo Amor (Para o bebezinho mais lindo desse mundo)

Tão pequeno,

tão lindo,

tão cheio de vida!

És o frescor da manhã,

és a vida que se renova.

Árvores, céu, pessoas,

até mesmo coisas bobas do dia a dia,

tudo, absolutamente tudo,

se reveste agora de uma aura diferente,

de um sentimento de completude.

Teu sorriso é puro amor,

é pura magia;

alegria que não se explica.

Tu és a próxima geração,

a semente de um novo tempo,

mas também,

– lembra-te, meu bem –

és elo, és depositário de histórias,

de ensinamentos,

de canções

e, acima de tudo,

do nosso inteiro amor.




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