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Presença

Ainda posso sentir na pele as suas palavras, o eco subterrâneo que me atravessou, passos apressados no horizonte. Horizonte indefinido, presença incorpórea, partículas de poeira na luz tênue da manhã. Amanhecer lento, desnudo e imperioso. Respiro fundo. Na superfície, as marcas. O contorno exato daquilo que não ficou.

Petrichor

Cheiro de terra molhada,

de café bem quentinho,

de uma vida bem vivida,

de ternos e tenros amores.


Paixões que não se explicam,

como flores que apenas desabrocham,

secretamente,

no bosque dos afetos inconfessos.


E caminho descalço,

sem nenhuma pressa,

de volta ao meu lar,

sabendo

que vicejante é o desejo

que nos conduz

até a serena idade.




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