O que ficou
No começo, sempre presente mesmo que ausente. Muito tempo depois, apenas memória e desejo ainda constante. Mais tarde ainda, lembrança esporádica, quase dócil, com alguma nostalgia. Por fim, memória esmaecida que pouco ou nada desperta.
Cheiro de terra molhada,
de café bem quentinho,
de uma vida bem vivida,
de ternos e tenros amores.
Paixões que não se explicam,
como flores que apenas desabrocham,
secretamente,
no bosque dos afetos inconfessos.
E caminho descalço,
sem nenhuma pressa,
de volta ao meu lar,
sabendo
que vicejante é o desejo
que nos conduz
até a serena idade.
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