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Imperativo

Tudo o que eu quero é me dispersar pela vastidão do tempo e do fenecer; como nuvem, sem forma, estar acima, à deriva, e, embaixo, em cada gesto; despejar-me pelos telhados carcomidos, escorrer pelas sarjetas e bueiros e infiltrar o solo áspero, duro, insensível, até desaparecer.

Petrichor

Cheiro de terra molhada,

de café bem quentinho,

de uma vida bem vivida,

de ternos e tenros amores.


Paixões que não se explicam,

como flores que apenas desabrocham,

secretamente,

no bosque dos afetos inconfessos.


E caminho descalço,

sem nenhuma pressa,

de volta ao meu lar,

sabendo

que vicejante é o desejo

que nos conduz

até a serena idade.




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