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Pedestal

Forjada no olhar, do querer impaciente: estátua de mármore, fria, dura, gente. Moldada pra durar, pra caber no sonho, no desejo de alguém. Sem nome, sem lugar, apenas serva das vontades. Um riacho sereno, flores ao redor de tanta incompreensão, do férreo escrutínio alheio. E o tempo, imperioso, faz da matéria inerte corpo consciente, e da água contida, vida sem corrente. Não há mais represas ou moldes, altares, pedestais ou roteiros. Só o mover-se, contínuo, livre, sem medo.

O Fim

Não quero cantar o fim da poesia.

Meu coração nômade tudo destrói;
é como uma segunda natureza,
algo imprudente e descontrolado.

Estou cheio de verdades nunca ditas,
de fiascos iminentes.

Há medo e pedras afiadas sob meus pés;
cada passo é mais um passo rumo a um lugar sem nome.

Toda respiração é uma breve subida à superfície sem fim de tudo.




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