Teimosia
Resisti por resistir, por vontade de viver um pouco mais e apenas isso. Não houve epifania, entrega, súplica ou qualquer tipo de consolo. Silêncio e medo, como companheiras, e a teimosia, claudicante, única.
Não quero cantar o fim da poesia.
Meu coração nômade tudo destrói;
é como uma segunda natureza,
algo imprudente e descontrolado.
Estou cheio de verdades nunca ditas,
de fiascos iminentes.
Há medo e pedras afiadas sob meus pés;
cada passo é mais um passo rumo a um lugar sem nome.
Toda respiração é uma breve subida à superfície sem fim de tudo.
Comentários
Postar um comentário