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Pedestal

Forjada no olhar, do querer impaciente: estátua de mármore, fria, dura, gente. Moldada pra durar, pra caber no sonho, no desejo de alguém. Sem nome, sem lugar, apenas serva das vontades. Um riacho sereno, flores ao redor de tanta incompreensão, do férreo escrutínio alheio. E o tempo, imperioso, faz da matéria inerte corpo consciente, e da água contida, vida sem corrente. Não há mais represas ou moldes, altares, pedestais ou roteiros. Só o mover-se, contínuo, livre, sem medo.

Ócio de Verão

No silêncio da tarde,

o sol a pôr-se no horizonte,

eu me deleito no mistério vespertino

e flutuo entre agridoces sensações.


O ar está carregado do perfume

de flores tardias,

e o céu, um alaranjado hipnótico,

é um prelúdio para a dança.


Neste ócio de verão,

eu me perco em devaneios,

e o tempo, um rio moroso,

me leva para sítios esquecidos.


Uma brisa sopra suavemente,

e eu sinto o meu coração estremecer;

o mundo, um lugar distante,

e eu, um sonho que se expande.


Inefavelmente,

não há nada mais de que eu precise

além de tua presença,

teu convite.




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