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Pedestal

Forjada no olhar, do querer impaciente: estátua de mármore, fria, dura, gente. Moldada pra durar, pra caber no sonho, no desejo de alguém. Sem nome, sem lugar, apenas serva das vontades. Um riacho sereno, flores ao redor de tanta incompreensão, do férreo escrutínio alheio. E o tempo, imperioso, faz da matéria inerte corpo consciente, e da água contida, vida sem corrente. Não há mais represas ou moldes, altares, pedestais ou roteiros. Só o mover-se, contínuo, livre, sem medo.

O Pensar de Você (Paródia)

Hoje o pagode é quem manda,
cantou mal cantado,
não tem mais coesão, não.
Todo mundo hoje anda
de sorriso maroto e vendo o Faustão.
Não!
O povo se esqueceu do passado,
e a culpa é dessa tal
de globalização.
Agora é tudo enlatado,
vivemos na era da massificação!

O pensar de você
faz de novo nascer a poesia!
Eu quero ver o nosso samba florescer
com tamanha alegria!
Eu não vou proibir
se você insistir em cantar
essa música melosa
que no seu rádio toca sem parar.

Será que ainda dá tempo,
nesse exato momento,
de rever a nossa história. É hora!
Lembrar do samba esquecido
e também distorcido
que de tanta agonia chora!

Onde ficou toda a beleza
e também a riqueza
do nosso cantar?
Hoje é tudo copiado,
passinho ensaiado,
é só rebolar!

O pensar de você
faz de novo nascer a poesia!
Não quero mais ver
o povo morrer
de cerebral anemia.

É tempo de se avançar
e não se alienar,
vivendo o presente.
Vamos de novo sentir
o prazer de ouvir
um samba decente!

O pensar de você
faz de novo nascer a poesia!
A gente ainda vai ver
a música renascer
cheia de maestria.

Todos vão se lembrar
quando enfim ecoar, de repente,
felizmente!
A voz do povo a cantar
e a liberdade a raiar
pra nossa gente.

O pensar de você
faz de novo nascer a poesia!
Será o fim do sem sal, etc. e tal...


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