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Imperativo

Tudo o que eu quero é me dispersar pela vastidão do tempo e do fenecer; como nuvem, sem forma, estar acima, à deriva, e, embaixo, em cada gesto; despejar-me pelos telhados carcomidos, escorrer pelas sarjetas e bueiros e infiltrar o solo áspero, duro, insensível, até desaparecer.

Breve nota antes de dormir

Eu sinto que, de certa forma, destruo tudo aquilo que toco. A solidão, ausente por um breve período, retorna ainda mais forte. O mesmo silêncio; a mesma falta de sentido; tudo insípido e desesperante. A noite é longa e sem mistérios. Caio no sono, um sono sem sonhos.


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