Resisti por resistir, por vontade de viver um pouco mais e apenas isso. Não houve epifania, entrega, súplica ou qualquer tipo de consolo. Silêncio e medo, como companheiras, e a teimosia, claudicante, única.
Graciosa, efusiva, mas sem nenhuma temperança! Sobre a relva, perdida em devaneios, és o que és: mistério que não cansa. Definir-te não posso – não seria de bom senso; talvez me falte talento, ousadia, constância... Vejo que estás mais uma vez sonhando acordada, voando acima de prados verdejantes, buscando ser novamente aquilo que não era antes. Não sei mais o que faço para bem te retratar; melhor deixar que o rio corra, como sempre, para o mar.
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