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O Pomo de Ouro

Páris devia dar o seu palpite, e acabar com a contenda celestial: “Seria Hera, Atena ou Afrodite, qual teria uma beleza sem igual?” Cada deusa fez a Páris uma oferta: Hera lhe daria império e glória; Atena, a mais alta sabedoria; Afrodite, o amor da mais bela mortal. Aos encantos do poder, Páris resistiu, como também aos do conhecimento, mas o amor era um convite especial. Afrodite ganhou o pomo dourado. Por Helena, Páris foi muito amado. Porém, eu não contarei aqui o final.

Sereníssima

Muito abaixo da superfície

em um ponto equidistante

entre a efervescência criativa

e o desejo sem fronteiras

está o cerne de um espírito ímpar

e mais fundo ainda

escondida até de si mesma

a essência indelével de uma composição

cujos primeiros acordes ainda ecoam

uma sinfonia que transcende tempo e espaço

fonte germinal de todo amor


Hubert Robert — Ruínas na Via Ápia, séc. XVIII

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