A Possuída

Devassamente me entrego
ao homem que tanto cobicei.
Submeto minhas curvas
aos seus caprichos,
vassala de mim.

Perdida nessa cama vazia,
entre lençóis revoltos,
com cheiro de suor e vigília,
o corpo insiste.

Não me venha com esse olhar reprovador!
Conheço bem o seu puritanismo.

Não me prendo a ninguém.
Quero arder apenas,
arder.


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