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Entre poemas e cafés

Alguns poemas não amadurecem no papel: resistem. Alguns cafés só se tornam o que são por escolha. Entre uma xícara e outra, entre o rascunho e a versão definitiva, algo repousa, decanta, perde corpo, ganha aroma — fruto do tempo acumulado, do lento devaneio e de escassas garantias. Um grão agridoce torrado e moído, um verso limado e medido, uma vida coada e revista. O manuscrito incompleto, o café já frio e algo que não se explica.

composição poética

um poema como um soco no estômago
tentativa vã de fazer com que você reaja
acorde de uma vez de seu sono sem sonhos

um poema como uma delicada flor
fazendo com que você aprecie a beleza
o magnífico esplendor de gestos pequeninos

um poema sem pudor
que fale aquilo que é necessário
que nos envolva com sua crueza e sinceridade

um poema além e aquém
longe e perto – trevas e luz
paradoxo de uma vida plena de possibilidades



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