Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

Entre poemas e cafés

Alguns poemas não amadurecem no papel: resistem. Alguns cafés só se tornam o que são por escolha. Entre uma xícara e outra, entre o rascunho e a versão definitiva, algo repousa, decanta, perde corpo, ganha aroma — fruto do tempo acumulado, do lento devaneio e de escassas garantias. Um grão agridoce torrado e moído, um verso limado e medido, uma vida coada e revista. O manuscrito incompleto, o café já frio e algo que não se explica.

Tardança

Envelhecer sem envilecer;
melhorar dia após dia.
Ser mais do que se espera,
seja aos oito ou oitenta anos.
Ver a grandeza nas pequenas coisas
e admirar a beleza que nos espreita.
Tanto, tantas coisas a se fazer...
Correndo contra o tempo,
buscando muitas respostas!
Talvez encontrar o que ainda nos falta
e amar, amar sem medo, sem nenhuma explicação,
incondicionalmente.  


Comentários

Compartilhe:

Sugestões para você

Carregando…