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Pedestal

Forjada no olhar, do querer impaciente: estátua de mármore, fria, dura, gente. Moldada pra durar, pra caber no sonho, no desejo de alguém. Sem nome, sem lugar, apenas serva das vontades. Um riacho sereno, flores ao redor de tanta incompreensão, do férreo escrutínio alheio. E o tempo, imperioso, faz da matéria inerte corpo consciente, e da água contida, vida sem corrente. Não há mais represas ou moldes, altares, pedestais ou roteiros. Só o mover-se, contínuo, livre, sem medo.

Mentiras que contamos para nós mesmos

Minto para lhe agradar,
para que você me ame.
Faço das tripas coração,
de abismos pontes,
de medos versos.
Crio narrativas,
invento mundos,
deixo a vida em banho-maria.
Digo algo, depois desdigo.
Sou constante em minha inconstância,
sol da meia-noite,
antítese de mim mesmo.

Minto, minto mais uma vez;
sinto, muito.


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