Teimosia
Resisti por resistir, por vontade de viver um pouco mais e apenas isso. Não houve epifania, entrega, súplica ou qualquer tipo de consolo. Silêncio e medo, como companheiras, e a teimosia, claudicante, única.
Prados verdejantes, oh, bucólica lembrança
Do tempo em que éramos pastor e pastora
(Glauceste e Nise,
Marília e Dirceu,
Elmano Sadino...)
E vivíamos num frugal cotidiano,
Longe do ritmo frio e incessante do moderno maquinário,
Mas perto do calor ardente de uma reciprocidade irrestrita.
Oh, colina árcade de minhas reminiscências,
Onde eu era um artesão das palavras,
Um flautista alvissareiro a reverenciar,
Com meu singelo canto,
A natureza, o equilíbrio e a perfeição.
Nos campos helênicos, cheios de flores,
Ou entre as minas de um ouro colonial,
Preenchia-se o pavor do vazio
Com odes, sonetos e canções.
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