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Mostrando postagens de novembro, 2021

Oblívio

Há um tênue fio que une todas as coisas vivas, e há também um quê de empatia e amor que facilmente se dissolve, seja por pura inconsistência humana ou pela simples ação do tempo; transformações contínuas que nos levam para longe de nós mesmos, que nos fazem estranhos, loucos, habitando um velho e mesmo invólucro. Aquilo que parecia ser feito para durar por toda uma vida, aquilo que nunca se dissiparia – nem mesmo quando os últimos poetas caminhassem por ruas desertas –, mostra-se falível, frágil e evanescente. Muitas vezes uma sensação absurda começa a crescer dentro do peito, uma vontade de acabar com tudo, um desejo secreto de esquecer e ser esquecido; e outras tantas vezes uma estranha vontade de resistir, de dançar descalço à beira do abismo, brota com uma força imensa, incontrolável.

Del Rey

Stradivarius, Fabergé eu e você Ultraviolência nascidos para morrer Um coração selvagem ecos de uma tristeza profunda   No verão, sob um céu azul imenso, vejo rastros de aviões perdidos, trilhas de condensação que me revelam a evanescente concretude do mundo.   Cinzas, Amor, Arte... da ilusão um desejo insano pela vida Paraíso, Sol, pó da Estrada caminhos incertos que me destroem   A migração dos flamingos natureza incongruente das coisas E uma antiga canção você e eu

Ciclos

Silêncio. Eu tentei, juro que tentei, mas você não me ouviu, nem mesmo disfarçou a sua indiferença.   Desespero. Nas tristes horas da noite, eu vislumbro o açoite da desesperança, dilacerando sonhos e expectativas.   Solidão. As cortinas estão fechadas, e meu corpo, definhando, angustia-se com o nada que me consome.   Aurora. São tantas as portas, tantos os caminhos da solidão, ou do coração; tento apenas quebrar o ciclo uma última vez.

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