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Pedestal

Forjada no olhar, do querer impaciente: estátua de mármore, fria, dura, gente. Moldada pra durar, pra caber no sonho, no desejo de alguém. Sem nome, sem lugar, apenas serva das vontades. Um riacho sereno, flores ao redor de tanta incompreensão, do férreo escrutínio alheio. E o tempo, imperioso, faz da matéria inerte corpo consciente, e da água contida, vida sem corrente. Não há mais represas ou moldes, altares, pedestais ou roteiros. Só o mover-se, contínuo, livre, sem medo.

Del Rey

Stradivarius, Fabergé
eu e você
Ultraviolência
nascidos para morrer
Um coração selvagem,
ecos de uma tristeza profunda

No verão, sob um céu azul imenso,
vejo rastros de aviões perdidos,
trilhas de condensação que me revelam
a evanescente concretude do mundo.

Cinzas, Amor, Arte... da ilusão,
um desejo insano pela vida
Paraíso, Sol, pó da estrada,
caminhos incertos que me destroem
A migração dos flamingos,
natureza incongruente das coisas
E uma antiga canção:
você e eu




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