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Imperativo

Tudo o que eu quero é me dispersar pela vastidão do tempo e do fenecer; como nuvem, sem forma, estar acima, à deriva, e, embaixo, em cada gesto; despejar-me pelos telhados carcomidos, escorrer pelas sarjetas e bueiros e infiltrar o solo áspero, duro, insensível, até desaparecer.

Ciclos

Silêncio. Eu tentei, juro que tentei,
mas você não me ouviu,
nem mesmo disfarçou a sua indiferença.

Desespero. Nas tristes horas da noite,
eu vislumbro o açoite da desesperança,
dilacerando sonhos e expectativas.

Solidão. As cortinas estão fechadas,
e meu corpo, definhando,
angustia-se com o nada que me consome.

Aurora. São tantas as portas,
tantos os caminhos da solidão, ou do coração;
tento apenas quebrar o ciclo uma última vez.



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