Teimosia
Resisti por resistir, por vontade de viver um pouco mais e apenas isso. Não houve epifania, entrega, súplica ou qualquer tipo de consolo. Silêncio e medo, como companheiras, e a teimosia, claudicante, única.
Eu canto
um canto triste,
cheio de saudade.
Não tenho um cantinho que seja só meu,
nem mesmo tenho um violão;
só o que me resta são os meus versos.
Carrego comigo um sentimento sem nome,
um aperto, um descontentamento,
uma devoção perpétua aos filósofos e poetas nascidos para cantar a tragédia da condição humana.
Eu desafino ao ver o sonho dilacerado,
desafino ao sentir a relva molhada,
o musgo frio, a lua, o abismo, o nada.
Palpitações, euforia, desejo, loucura e estranhamento;
efêmeros cânticos que me levam à eternidade.
Comentários
Postar um comentário