Inominável
Uma floresta densa, escura, cheia de mistérios e perigos. Uma trilha estreita, tortuosa, que desfaz o juízo e dilacera a alma. Animais selvagens à espreita; clima inóspito, sem fogo nem abrigo. Lugar onde se entra, e apenas isso.
Eu canto
um canto triste,
cheio de saudade.
Não tenho um cantinho que seja só meu,
nem mesmo tenho um violão;
só o que me resta são os meus versos.
Carrego comigo um sentimento sem nome,
um aperto, um descontentamento,
uma devoção perpétua aos filósofos e poetas nascidos para cantar a tragédia da condição humana.
Eu desafino ao ver o sonho dilacerado,
desafino ao sentir a relva molhada,
o musgo frio, a lua, o abismo, o nada.
Palpitações, euforia, desejo, loucura e estranhamento;
efêmeros cânticos que me levam à eternidade.
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