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O Pomo de Ouro

Páris devia dar o seu palpite, e acabar com a contenda celestial: “Seria Hera, Atena ou Afrodite, qual teria uma beleza sem igual?” Cada deusa fez a Páris uma oferta: Hera lhe daria império e glória; Atena, a mais alta sabedoria; Afrodite, o amor da mais bela mortal. Aos encantos do poder, Páris resistiu, como também aos do conhecimento, mas o amor era um convite especial. Afrodite ganhou o pomo dourado. Por Helena, Páris foi muito amado. Porém, eu não contarei aqui o final.

Selvagem até o âmago

Uma delicadeza transgressora
Uma carícia displicente
A Flama, a Lama, o Medo
Solo agreste da Alma

Muitas vezes a poesia não flui,
e as musas se calam:
insipidez e escuridão

Sofrimento, cinzas, mais sofrimento
Palavras em um dialeto estranho
Flores murchas no canto da sala
Imagens, sons, cheiros – inquietude

sonhos dispersos e papéis avulsos



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