Resisti por resistir, por vontade de viver um pouco mais e apenas isso. Não houve epifania, entrega, súplica ou qualquer tipo de consolo. Silêncio e medo, como companheiras, e a teimosia, claudicante, única.
Era de ouro e esplendor de uma memória relutante; aqui, o brilho se apaga, mas, lá, o fogo ainda é incessante. No labirinto do tempo, o coração se perde, mas um fragmento de sol a alma ainda ergue. E, na escuridão de uma lembrança tão fugaz, um farol de amor a gente ainda traz.
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