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Constatação

Eis-me aqui de novo, com meus versos de botequim, com minha arte chinfrim, fazendo uma rima assim: ruim. Não sou boêmio. Sou abstêmio. Talvez, se eu bebesse um pouco, ou muito, conseguiria viver sem Poesia. Não sei, só sei que sempre fui assim: perdido e ensimesmado. Canto porque canto, e bota desafinação nisso! Ué, todos já foram embora? Por que estão apagando a luz? Meu nome não é José, nem Raimundo, e não carrego em minhas mãos o sentimento do mundo. Sou o que fiz de mim mesmo, e isso não é humildade, muito menos autoelogio, ou depreciação.

🌿 A vida sem filtros

Minha vida não é instagramável nem rebobinável. Sou cringe, exagerado e desconexo. Tentei controlar tudo e acabei sem eira nem beira — à beira de um colapso, para falar a verdade. Procurei saber o máximo possível, só para entender, mais tarde, que todo conhecimento, uma hora ou outra, apesar de todos os nossos esforços, será esquecido. Tarde compreendi que o que mais importa na vida é a paz que só a gente pode alcançar — através de muito esforço, é claro —; que o amor pode, de fato, transformar e ressignificar uma existência; e que o tempo é infinito e, ao mesmo tempo, intransigentemente efêmero.

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