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Entre poemas e cafés

Alguns poemas não amadurecem no papel: resistem. Alguns cafés só se tornam o que são por escolha. Entre uma xícara e outra, entre o rascunho e a versão definitiva, algo repousa, decanta, perde corpo, ganha aroma — fruto do tempo acumulado, do lento devaneio e de escassas garantias. Um grão agridoce torrado e moído, um verso limado e medido, uma vida coada e revista. O manuscrito incompleto, o café já frio e algo que não se explica.

Aprimoramento e Aprendizado

A dor não me fez um homem melhor, nem os erros, nem o tempo em si. O aprimoramento individual, penso eu, em todos os sentidos, requer um ato contínuo, uma disciplina férrea e uma vontade hercúlea de persistir conscientemente em hábitos saudáveis e éticos. Talvez seja por isso que muita gente não melhore nunca. Não sei.

Tento, pois, a cada dia, aprender e desaprender. Há sempre algo a ser descoberto e redescoberto. E eis que caminho e recaminho, dou voltas continuamente, perdido no mesmo exato ponto, à procura de um ângulo diferente.





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