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Alguns poemas não amadurecem no papel: resistem. Alguns cafés só se tornam o que são por escolha. Entre uma xícara e outra, entre o rascunho e a versão definitiva, algo repousa, decanta, perde corpo, ganha aroma — fruto do tempo acumulado, do lento devaneio e de escassas garantias. Um grão agridoce torrado e moído, um verso limado e medido, uma vida coada e revista. O manuscrito incompleto, o café já frio e algo que não se explica.
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O que os versos não contam
Se queres
me conhecer, leia meus versos. Bem, você não me conhecerá realmente assim, mas
terá pelo menos uma visão difusa do que sou. Do que sou e do que não sou, mas
isso pouco importa. O que importa mesmo é que nada mais será como antes; tudo
muda, lentamente, ao longo dos anos.
***
Muitas
vezes, ficamos presos ao passado, remoendo ressentimentos e fracassos. Outras,
nos acorrentamos a um futuro cheio de sucessos e terrores que quase nunca se
concretizam. Neste ponto, dizer qual é a melhor forma de se viver é fácil e
absolutamente desnecessário. O difícil é passar do entendimento à ação e,
principalmente, continuar de pé em meio a um redemoinho de pressa, agitação e
insensatez que tenta, a cada instante, nos destruir.
***
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