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De cor

Conheço bem a tua decoração, cada fita, vestido ou penduricalho. Conheço de cor o teu sorriso, o jeito como me olhas, a forma como ajeitas as madeixas. Conheço o teu jeito de me repreender, de mostrar que estás zangada. Mas, por mais que tente, só arranho a superfície do que tu és: esfinge amorosa, flor deleitosa, bálsamo, tormenta e orvalho. És arte e música barroca, luz e sombra, harmonia e contraponto, som e fúria. Bem, tu és o que não sei dizer, o que não ouso descrever, aquilo que está para além de minha compreensão. Só sei, ainda que imprecisamente, sobre o que sinto: júbilo e lamento de amor.

Fênix

A paixão arrefece;
o sentimento esmorece.
Aquele ar essencial, único, sem o qual,
tempos atrás, não conseguiríamos viver,
torna-se sufocante, asfixiante até.
A indiferença cresce par a par com o esquecimento.
Chega-se então o dia em que,
por mais que nos esforcemos,
não conseguimos recuperar o brilho primeiro,
o entusiasmo de outrora.
O outro mudou; nós não somos mais os mesmos.
Tudo agora é diferente;
a vida toma outro rumo.
E das cinzas nasce um novo mundo.


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