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Imperativo

Tudo o que eu quero é me dispersar pela vastidão do tempo e do fenecer; como nuvem, sem forma, estar acima, à deriva, e, embaixo, em cada gesto; despejar-me pelos telhados carcomidos, escorrer pelas sarjetas e bueiros e infiltrar o solo áspero, duro, insensível, até desaparecer.

Humor citadino

Hoje, eu caminhei pela cidade:
dores escondidas em cada esquina,
solidões anônimas nos bancos da praça,
jardins da vida ressecados,
muros, grades, lanças e portões.
Não quero ser poeta das coisas mortas;
melhor dar mais uma volta.




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