Resisti por resistir, por vontade de viver um pouco mais e apenas isso. Não houve epifania, entrega, súplica ou qualquer tipo de consolo. Silêncio e medo, como companheiras, e a teimosia, claudicante, única.
Hoje, eu caminhei pela cidade: dores escondidas em cada esquina, solidões anônimas nos bancos da praça, jardins da vida ressecados, muros, grades, lanças e portões. Não quero ser poeta das coisas mortas; melhor dar mais uma volta.
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