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Imperativo

Tudo o que eu quero é me dispersar pela vastidão do tempo e do fenecer; como nuvem, sem forma, estar acima, à deriva, e, embaixo, em cada gesto; despejar-me pelos telhados carcomidos, escorrer pelas sarjetas e bueiros e infiltrar o solo áspero, duro, insensível, até desaparecer.

Sem nome

Às vezes o silêncio é apenas silêncio,
e a inquietação perscruta
sorrateiramente
os recônditos mais insalubres da alma.

Lúgubres imagens de outros eus,
espectros desfigurados,
cacos de esperança que não se sustentam.

Verborragia pura,
um niilismo infantil,
um andar sem chão.

Eu, simplesmente eu,
desconexo, iracundo, obsessivo.
Eu, sem você, desnudo.




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