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Presença

Ainda posso sentir na pele as suas palavras, o eco subterrâneo que me atravessou, passos apressados no horizonte. Horizonte indefinido, presença incorpórea, partículas de poeira na luz tênue da manhã. Amanhecer lento, desnudo e imperioso. Respiro fundo. Na superfície, as marcas. O contorno exato daquilo que não ficou.

A Ilusão da Permanência

Fico irritado sobremaneira,

depois a nuvem passa.

O problema era outro:

não ver além da vidraça.


Tenho uma doce devoção

pela flor que se desfaz;

mas queria ser poesia eterna

e não apenas um verso tão fugaz.


Mesmo sendo nuvens passageiras,

ousamos ser mais do que antes;

ser a união de corpos e corações,

ser o puro delírio dos amantes.




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