Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

De cor

Conheço bem a tua decoração, cada fita, vestido ou penduricalho. Conheço de cor o teu sorriso, o jeito como me olhas, a forma como ajeitas as madeixas. Conheço o teu jeito de me repreender, de mostrar que estás zangada. Mas, por mais que tente, só arranho a superfície do que tu és: esfinge amorosa, flor deleitosa, bálsamo, tormenta e orvalho. És arte e música barroca, luz e sombra, harmonia e contraponto, som e fúria. Bem, tu és o que não sei dizer, o que não ouso descrever, aquilo que está para além de minha compreensão. Só sei, ainda que imprecisamente, sobre o que sinto: júbilo e lamento de amor.

Primavera

Tens o aroma amadeirado da paixão,
o sabor adocicado de uma carícia de primavera
e o brilho inconteste do amor.

És um retrato em chamas na estante.
És o vento e o tempo agindo em mim.

À deriva, perdido em pensamentos,
contemplo tua geografia;
és meu bálsamo e meu encanto,
meu devaneio e minha poesia.




Comentários

Compartilhe:

Sugestões para você

Carregando…