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Imperativo

Tudo o que eu quero é me dispersar pela vastidão do tempo e do fenecer; como nuvem, sem forma, estar acima, à deriva, e, embaixo, em cada gesto; despejar-me pelos telhados carcomidos, escorrer pelas sarjetas e bueiros e infiltrar o solo áspero, duro, insensível, até desaparecer.

Verdade

No oceano das minhas lamentações,
eu me afogo.
No labirinto dos meus pensamentos,
eu me perco.
No abismo dos meus sentimentos,
eu desabo.
Na areia movediça das falsas ilusões,
eu me afundo.
Numa vida repleta de sonhos,
eu me refugio.
Somente na Verdade,
eu me encontro.



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