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Entre poemas e cafés

Alguns poemas não amadurecem no papel: resistem. Alguns cafés só se tornam o que são por escolha. Entre uma xícara e outra, entre o rascunho e a versão definitiva, algo repousa, decanta, perde corpo, ganha aroma — fruto do tempo acumulado, do lento devaneio e de escassas garantias. Um grão agridoce torrado e moído, um verso limado e medido, uma vida coada e revista. O manuscrito incompleto, o café já frio e algo que não se explica.

Aurea Mediocritas

O que torna a nossa época tão enfadonha é o fato de que todo mundo, hoje em dia, tem uma opinião — quase sempre genérica e superficial — sobre tudo. A mediocridade disfarçada de discurso inteligente, o otimismo exagerado e falso e a tentativa de projetar, a qualquer custo, uma autoimagem de pessoa realizada e decidida transformam o cotidiano em um deserto lúgubre e infértil que serve apenas para a criação de novas ilusões e utopias.


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